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Casal de refugiados do Afeganistão defende mestrado na UEM

Casal de refugiados do Afeganistão defende mestrado na UEM

Médicos afegãos celebram conquista acadêmica em suas análises e estudos sobre o câncer

Os médicos e estudantes afegãos Amanullah Darman e Fátima Darman defenderam suas dissertações de mestrado na Universidade Estadual de Maringá (UEM), pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde.

O casal deixou o Afeganistão na condição de refugiado, estabelecendo-se em Maringá em 2022. Na UEM, deram continuidade à formação acadêmica e desenvolveram pesquisas na área da saúde. Durante dois anos, dedicaram-se aos estudos enquanto enfrentavam o processo de adaptação a um novo idioma, cultura e contexto social.

De acordo com o professor e coordenador do Escritório de Cooperação Internacional (ECI), Renato Leão, a conclusão do mestrado representa uma conquista acadêmica importante e também um exemplo de perseverança. “A trajetória de Aman e Fátima pode servir de inspiração para outros refugiados e migrantes que buscam no Brasil uma nova oportunidade de estudo e qualificação profissional”, salientou.

Darman pesquisou o tema “Desigualdades globais na carga do câncer de mama: uma análise ecológica da incidência, mortalidade e prevalência segundo o Índice de Desenvolvimento Humano”. Já Fátima desenvolveu o estudo “Tendência de mortalidade por câncer colorretal em mulheres no Brasil, Argentina, Chile, Estados Unidos e Canadá: uma análise comparativa no período de 2012 a 2022”.

Darman já foi aprovado no doutorado do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da UEM e dará continuidade às pesquisas na área. Ele dedicou a dissertação ao Brasil, “país que me acolheu com respeito, carinho e oportunidades”. Também lembrou “de sua gente generosa, que me fez sentir em casa”, e do Afeganistão, “minha terra natal, que sempre estará em meu coração. Que este trabalho seja um símbolo de amizade entre estas duas nações”.

“A conquista desse casal é muito significativa porque está proporcionando uma vida nova para quem está vindo de outro país e precisou abandonar tudo o que tinha lá”, comenta o coordenador do ECI. “Além disso, estamos qualificando profissionais que poderão atuar aqui na nossa comunidade. Isso é mais um serviço de extensão que a UEM presta para Maringá”, concluiu Renato Leão.


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